terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Conhecendo os Sete Corpos Sutis



O Corpo Físico 

 
Comece do físico. Então cada outra etapa se abre para você. No momento em que você trabalha no primeiro corpo, tem lampejos sobre o segundo. Então, comece do físico. Fique ciente sobre ele momento a momento.

Ciente não apenas pelo lado de fora. Você pode se tornar ciente do seu corpo pelo lado de dentro também. Posso me tornar ciente das minhas mãos porque as vejo pelo lado de fora, mas existe uma sensação interior também. Quando fecho os olhos, a mão não é enxergada, mas ainda existe uma sensação interior de alguma coisa estar lá. Então não fique ciente do seu corpo como visto por fora. Isso não pode levá-lo para dentro. A sensação interior é bem diferente.
 

O sentimento do corpo pelo lado de dentro é o primeiro passo. Em diferentes situações, o corpo irá ser sentido de maneira diferente por dentro. Quando você está amando, tem um sentimento interior particular; quando experiencia a raiva, o sentimento interior é diferente... Quando está se sentindo com preguiça, existe uma diferença de quando está se sentindo ativo. Quando está sonolento, há uma diferença. Essas diferenças têm de ser conhecidas de formas distintas. Somente então você se torna familiarizado com a vida interior do seu corpo. Então você conhece a história interior, a geografia interior de si mesmo na infância, na juventude, na velhice.

O Corpo Etéreo

No momento em que a pessoa se torna ciente do seu corpo por dentro, o segundo corpo automaticamente surge à vista. O segundo corpo será conhecido pelo lado de fora agora. Se você conhecer o primeiro corpo pelo lado de dentro, então se tornará ciente do segundo corpo pelo lado de fora.

O segundo corpo, o corpo etéreo, é como fumaça condensada. Você pode passar através dele sem qualquer impedimento, mas não é transparente; você não pode olhar para dentro dele do lado de fora. O primeiro corpo é sólido. O segundo corpo é exatamente como o primeiro no que tange à forma, mas não é sólido.

Quando o primeiro corpo morre, o segundo permanece vivo por 13 dias. Ele viaja com você. Então, depois de 13 dias, ele também morre. Ele se dispersa, evapora. Se você chega a conhecer o segundo corpo enquanto o primeiro ainda está vivo, pode se tornar ciente deste acontecimento. O segundo corpo pode sair fora do seu corpo. Às vezes, em meditação, este segundo corpo vai para cima e para baixo, e você tem a sensação de que a gravidade não age sobre você; você deixou a terra. Mas quando abre os olhos, está no chão, e sabe que esteve lá o tempo todo. Essa sensação de que você subiu acontece por causa do segundo corpo, não do primeiro. Para o segundo corpo, não existe gravidade, então no momento em que conhece o segundo, você sente uma certa liberdade que era desconhecida para o corpo físico. Agora você pode ir para fora do seu corpo e voltar.

Agora pode se tornar ciente do seu segundo corpo pelo lado de dentro, exatamente como se tornou ciente do primeiro por dentro. Fique ciente do seu funcionamento interior, do seu mecanismo interior, da vida interior. Na primeira vez que tentar, será difícil, mas depois disso você sempre estará dentro de dois corpos: o primeiro e o segundo. O seu ponto de atenção agora estará em dois reinos, duas dimensões.

O Corpo Astral

No momento em que está dentro do segundo corpo, estará fora do terceiro, o astral. No que tange ao corpo astral, não há necessidade de nenhuma vontade. Apenas o desejo de estar dentro é o suficiente. Não há questão de totalidade agora. Se quiser entrar, pode entrar.

O corpo astral é um vapor como o segundo, mas ele é transparente. Então, no momento em que está do lado de fora, estará por dentro. Você nem saberá se está dentro ou fora porque a fronteira é transparente.

O corpo astral tem o mesmo tamanho dos primeiros dois corpos. Até o quinto corpo, o tamanho é o mesmo. O conteúdo irá mudar, mas o tamanho será o mesmo até o quinto. Com o sexto corpo, o tamanho será cósmico. E com o sétimo, não existirá tamanho algum, nem mesmo o cósmico.

O Corpo Mental

O quarto corpo é absolutamente sem paredes. De dentro do terceiro corpo, não existe sequer uma parede transparente. É simplesmente uma fronteira, sem paredes, então não há dificuldade em entrar e não há necessidade de métodos. Então, aquele que atingiu o terceiro, pode atingir o quarto muito facilmente.

Mas para ir além do quarto, existe tanta dificuldade quanto havia em ir além do primeiro, porque agora o mental cessa. O quinto é o corpo espiritual. Antes que ele possa ser alcançado, existe uma parede, mas não no mesmo sentido que a parede entre o primeiro e o segundo. A parede agora é entre diferentes dimensões. É de um plano diferente.

Os quatros corpos mais baixos estão todos relacionados a um plano. A divisão era horizontal. Agora é vertical. Então a parede entre o quarto e o quinto é maior do que entre quaisquer dos corpos mais baixos - porque nossa maneira comum de olhar é horizontal, não vertical. Nós olhamos de um lado para outro, não de baixo para cima. A menos que você comece a olhar para cima, você não pode se mover para o quinto.

Como olhar para cima? Qual é o caminho? Você deve ter ouvido que, em meditação, os olhos têm de estar olhando para cima, para o ajna chacra. Os olhos têm de estar focalizados para cima como se você fosse enxergar dentro do seu crânio. Olhos são apenas simbólicos. A questão real é de visão. Nossa visão, nossa faculdade de enxergar, está associada aos olhos, então os olhos se tornam o meio através do qual até mesmo visão interior acontece. Se você vira os olhos para cima, então a sua visão também vai para cima.

Então, no quarto corpo, a sua consciência tem de se tornar como fogo - indo para cima. Existem muitas maneiras de conferir isso. Por exemplo, se a mente está fluindo em direção ao sexo, é exatamente como a água fluindo para baixo, porque o centro do sexo está embaixo. No quarto corpo, a pessoa deve começar a direcionar os olhos para cima, não para baixo.

Se a consciência deve ir para cima, ela tem de começar de um centro que está acima dos olhos, não abaixo dos olhos. Existe apenas um centro acima dos olhos a partir do qual o movimento pode ser ascendente: o ajna chacra. Agora os dois olhos têm de olhar para cima, em direção ao terceiro olho.

O terceiro olho tem sido lembrado de muitas formas... E no momento em que os seus dois olhos olham para cima em direção ao terceiro olho, um grande fogo é criado no centro; existe uma sensação de queimação ali. O terceiro olho está começando a se abrir e tem de ser mantido fresco. Então, na Índia, é usado creme de sândalo. Ele não apenas é fresco; também tem um perfume particular relacionado ao terceiro corpo e à sua transcendência. O frescor do perfume e o local em particular onde é colocado, se torna uma atração para cima, uma lembrança do terceiro olho. Se você fecha os olhos e eu coloco meus dedos no local do seu terceiro olho, não estou realmente tocando o terceiro olho, mas você começará a senti-lo. Mal e mal um toque, apenas um suave pressionar. Então, o perfume, o delicado toque dele e o seu frescor é o suficiente. Então a sua atenção está sempre fluindo dos seus olhos para o terceiro olho.

Então, para atravessar o quarto corpo, existe apenas uma técnica, um método, e esse é olhar para cima... Mas, primeiro, os quatro primeiros corpos têm de ser atravessados. Somente então isso pode ser útil, do contrário não. Do contrário, isso pode ser perturbador, pode criar todo tipo de doenças mentais porque todo o ajustamento do sistema será despedaçado. Os quatro corpos estão olhando para baixo e com a sua mente interior você está olhando para cima. Então, existe toda possibilidade de que resulte em esquizofrenia.

O que estou dizendo é que não se deve experimentar com técnicas de olhar para cima antes de atravessar os primeiros quatro corpos. Do contrário, será criada uma divisão impossível de ser atravessada e a pessoa terá que esperar a próxima vida para começar novamente. É melhor praticar técnicas que comecem do princípio. Se você passou pelos três primeiros corpos em nascimentos anteriores, então passará por eles novamente num instante. Não haverá dificuldade. Você conhece o território; conhece o caminho. Num instante, eles passam diante de você. Você os reconhece - e você os passou! Então pode ir adiante. Então, minha insistência é sempre começar do primeiro corpo. Para todo mundo!

O Corpo Espiritual 

 
Depois do quinto corpo, você se move para um outro reino, outra dimensão. Do primeiro ao quarto corpo, o movimento é de fora para dentro; do quarto ao quinto, é de baixo para cima; a partir do quinto é do ego para o não-ego.

Agora a dimensão é diferente. Não há questão de fora, dentro, para cima ou para baixo. A questão é de "eu" e "não-eu." A questão agora está relacionada a se existe um centro ou não.

Uma pessoa está sem nenhum centro até o quinto - dividida em partes diferentes. Somente para o quinto corpo existe um centro: uma unidade, unicidade. Mas o centro se torna o ego. Agora este centro será uma limitação para um progresso posterior. Cada passo que foi de ajuda se torna uma limitação para um maior progresso. Você tem de deixar cada ponte que atravessa. Ela foi útil para atravessar mas se tornará uma limitação se você se apegar a ela.

Então, quando você entra no quinto corpo, acontece a cristalização do ego. Mas agora, para um progresso maior, esta cristalização tem de ser perdida novamente. Ser perdida no vazio, no cósmico. Somente aquele que tem pode perder, então falar sobre ausência de ego antes do quinto corpo é bobagem, absurdo. Você não tem um ego, como pode perdê-lo?

O quinto corpo é o mais rico. É a culminação de tudo que é possível para um ser humano. O quinto é o pico da individualidade, o pico do amor, de compaixão, de tudo que é valioso. Os espinhos foram perdidos. Agora, a flor também tem de ser perdida. Então apenas restará o perfume, sem flor. Então, a partir do quinto corpo, a questão não é ser para cima, para baixo, para o lado, dentro, fora. A questão é ter um ego ou não. E o ego é a coisa mais difícil de todas para se perder.

Não existe um método para se mover além do quinto porque cada tipo de método está ligado ao ego. No momento em que usa um método, o ego é fortalecido. Então aqueles que estão preocupados em ir além do quinto, falam em não-método. Eles falam de ausência de método, em não-técnica. Agora não existe um como. A partir do quinto, não existe um método possível. Você pode usar um método até o quinto, mas então nenhum método será de utilidade porque aquele que o usa é para ser perdido. Se você usa alguma coisa, o que usa se tornará mais forte. Seu ego continuará cristalizando; ele se tornará um núcleo de cristalização. Essa é a razão pela qual aqueles que permaneceram no quinto corpo dizem que existem infinitas almas, infinitos espíritos. Eles falam de cada espírito como se fosse um átomo.

Mas esse ego cristalizado tem de ser perdido. Como perdê-lo quando não existe método? Como ir além se não existe caminho? Como escapar dele? Não existe porta. Os monges Zen falam do portão sem porta. Agora não existe porta e ainda tem-se que ir além dela. Então, o que fazer? A primeira coisa: não ficar identificado com essa cristalização. Apenas estar ciente desta casa fechada de "eu." Apenas estar ciente disso - não fazer nada - e existe uma grande explosão! Você estará além disso.

Trabalho e esforço são necessários. Mas eles têm uma limitação. Eles são necessários até o quinto corpo, mas são inúteis do quinto ao sexto. Você não vai a lugar nenhum.

Esse é o problema com os yogues indianos. Eles acham difícil atravessar o quinto porque estão encantados com os métodos, hipnotizados pelos métodos. Sempre trabalharam com métodos. Havia uma ciência clara até o quinto e eles progrediram com facilidade. Foi um esforço - e eles poderiam fazê-lo! Não importa quanta intensidade fosse necessária, não era problema para eles. Não importa quanto esforço, eles podiam suprir. Mas agora no quinto, eles têm de atravessar o reino do método para o não-método. Agora estão perdidos. Eles se sentam, param. E para tantos buscadores o quinto se torna o fim.

Essa é a razão pela qual às vezes falam de cinco corpos e não sete. Aqueles que foram apenas até o quinto acham que esse é o final. Não é o final; é um novo começo. Agora deve-se mover do individual para o não-individual. O Zen, ou métodos como o Zen, feitos sem esforços, podem ser úteis.

Zazen significa apenas se sentar, sem fazer nada. O não-fazer tem o seu próprio reino, a sua própria felicidade, o seu próprio ajuste, mas isso é do quinto para o sexto. Não pode ser compreendido antes disso.

O Corpo Cósmico 

 
Do sexto ao sétimo, não há nem mesmo não-método. O método é perdido no quinto e o não-método é perdido no sexto. Um dia você simplesmente descobre que está no sétimo. Até mesmo o cosmos se foi; somente o nada existe. Simplesmente acontece. É um acontecimento do sexto para o sétimo. Não causal, desconhecido.

Não existe possibilidade de qualquer continuidade em se mover da existência para a não-existência. É apenas um salto, não causal. Se fosse causal, haveria uma continuidade e seria exatamente como o sexto corpo. Então, o movimento do sexto ao sétimo corpo não pode sequer ser descrito. É uma descontinuidade, uma brecha, não existe conexão entre os dois...

O Corpo Nirvânico

O sétimo corpo é o definitivo porque agora você atravessou até mesmo o mundo da causalidade. Você foi até a fonte original, para aquilo que existia antes da criação e aquilo que existirá depois da aniquilação.

Do sexto ao sétimo não existe nem mesmo não-método. Nada será de ajuda; tudo pode ser uma limitação. Do cósmico ao nada, existe apenas um acontecer: não causado, não preparado, não solicitado.

Acontece instantaneamente. Somente uma coisa é para ser lembrada: você não pode se apegar ao sexto. O apego irá evitar que você se mova para o sétimo. Não existe maneira positiva de se mover ao sétimo, mas pode haver uma limitação negativa. Você pode se apegar ao Brahma, o cosmos. Você pode dizer, "Eu consegui!" Aqueles que dizem que conseguiram não podem ir ao sétimo.

Se você procura por objetivos, não pode atravessar do sexto para o sétimo. Assim, existem preparações negativas. Uma mente negativa é necessária, uma mente que não está desejando nada - nem mesmo moksha (liberação), nem mesmo o nirvana, nem mesmo a verdade; uma mente que não está esperando por nada - nem mesmo por Deus, por Brahma. Ela apenas é, sem qualquer anseio, sem qualquer desejo, sem qualquer vontade... e mesmo o cosmos se vai.

Então, você pode atravessar para o sétimo pouco a pouco. Comece pelo físico e trabalhe através do etéreo. Depois o astral, o mental, o espiritual. Até o quinto, você pode trabalhar, então, a partir do quinto em diante, apenas fique alerta. Fazer não é importante então; o estado de consciência é importante. E finalmente, a partir do sexto ao sétimo, até mesmo o estado de consciência não é importante. Somente o estado de ser. Essa é a potencialidade de nossas sementes. Essa é a nossa possibilidade.

Pergunta: "Que é prana e como se manifesta em cada um dos sete corpos?"

Prana é energia - a energia vital em nós, a vida em nós. Essa vida manifesta-se, em si mesma, no que se refere ao corpo físico, como o ir e vir da respiração. Essas são duas coisas opostas. Nós as tomamos como uma única - dizemos "respiração" - , mas a respiração tem duas polaridades: a respiração que entra e a respiração que sai. Cada energia tem polaridade, cada energia existe em dois pólos opostos. Não pode existir de outra maneira. Os pólos opostos, com sua tensão e harmonia, criam energia - tal como pólos magnéticos.

A respiração que entra é bem contrária a respiração que sai e a respiração que sai é bem contrária a respiração que entra. Num só instante a que entra é como um nascimento e a que sai é como a morte. Num só momento ambas as coisas estão ocorrendo: quando recebe a respiração, nasce; quando expele a respiração, morre. Num só momento há nascimento e morte. Essa polaridade é energia vital, subindo e descendo.

No corpo físico a energia vital toma essa manifestação. A energia vital nasce e depois de setenta anos morre. Essa, também, é uma manifestação maior do mesmo fenômeno: a respiração que entra e a respiração que sai... o dia e a noite.
Em todos os sete corpos (o físico, o etéreo, o astral, o mental, o espiritual, o cósmico e o nirvânico) haverá um fenômeno correspondente a entrada e saída.

*Discurso de Osho, em "A Psicologia do Esotérico".


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Agradeço sua atenção.
Bastante proteção em seus caminhos.
Sucesso sempre!
Helen De Rose

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